sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fórum recebe Miriam Chnaiderman

Dando continuidade ao ciclo de debates sobre saúde, e após a apresentação do documentário Sobreviventes, o Fórum de Debates sobre a População em Situação de Rua de São Paulo preparou para o próximo encontro uma conversa com a psicanalista e diretora de cinema Miriam Chnaiderman. O evento é aberto ao público interessado e acontece a partir das 14h de amanhã (28, sábado), na Matilha Cultural (R Rêgo Freitas, 542, Centro, próximo à Igreja da Consolação).

Miriam Chnaiderman é doutora em artes pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e autora, entre outros, do livro O Hiato Convexo (1989). Entre seus filmes e documentários estão Sobreviventes (2008), Dizem que sou louco (1994) e Os Artesãos da Morte (2001). Seus trabalhos, desafiadores e sensíveis, seja no campo analítico, seja no campo das artes, convidam a repensar as potencialidades do humano e o papel da arte nos mais diversos contextos.

Para saber mais: entrevista exclusiva com Miriam Chnaiderman na Ocas’’ do último mês de julho. Procure um vendedor! Saiba como através do telefone (11) 3208.6169.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Estreia em São Paulo filme sobre “operação mata-mendigo”

Entre os próximos dias 20 e 26 de novembro, o HSBC Belas Artes (Rua da Consolação, 2423) exibe o longa Topografia de um Desnudo (Brasil, 2008). Dirigido por Teresa Aguiar e com Lima Duarte, José de Abreu, Gracindo Júnior, Ney Latorraca e Maria Alice Vergueiro no elenco, o filme trata de um dos mais terríveis episódios da história recente do Brasil, a “operação mata-mendigo”, promovida no Estado da Guanabara no início da década de 60, durante a gestão do governador Carlos Lacerda. A iniciativa teria o objetivo de eliminar a população de rua da paisagem da cidade, através de uma série de sequestros e assassinatos, para a visita da rainha Elizabeth.

A apuração das mortes, quase sempre precedidas de tortura, foi ofuscada pelo golpe militar de 64. A história foi resgatada pelo dramaturgo chileno Jorge Diaz, autor do texto teatral que serve de base ao roteiro do filme, escrito por Ariane Porto.

Preços promocionais – Na primeira semana de exibição, o custo do ingresso é de R$ 6. Depois, o valor será o mesmo cobrado para outros filmes: segundas e quartas, R$ 8; demais dias, R$ 16. A continuidade da exibição depende da bilheteria.

Topografia de um Desnudo, selecionado para a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, está em cartaz na sala Mário de Andrade, às 17h40 e 21h30.

Mais informações: www.topografiadeumdesnudo.com.br

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Oficina de Sonhos

Os brinquedos, tapetes, porta-retratos, bolsas, acessórios e demais utensílios produzidos n'A Oficina de Sonhos, que envolve pessoas em situação de rua na capital paulista em atividades gratuitas de artesanato, estão à venda na Casa Restaura-me (Rua Monsenhor Andrade, 746, Brás). Os artesãos são aprendizes e participam da oficina diariamente, com o suporte voluntário do oficineiro Tião Nicomedes.

As vendas são de extrema importância para a continuidade e o aprimoramento do trabalho, que também precisa de doações de materiais, como tinta, tecido, madeira e verniz. Quem conhece técnicas de artesanato também pode ajudar doando aulas.

Por dia, cerca de 15 pessoas passam pela oficina. O espaço é aberto à participação de quem estiver disposto a produzir.

A Oficina de Sonhos
R Monsenhor Andrade, 746, Brás, São Paulo
Horário de funcionamento: das 10h às 14h
Contatos: (11) 3326.7134 / 3228.6503
www.aoficinadesonhos.wordpress.com

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Convite "Plenária Fala Rua"

O Movimento Nacional da População de Rua- Comissão São Paulo Convida Para aPlenária FalaRua”:

SUGESTÃO DE PAUTA:

Ato dia 13/11/09

Organização do Natal Solidário- 2009

e Vinda do Presidente Lula em Dezembro - Encaminhamento/Informes

Local: Casa de Oração do Povo de Rua
Rua Djalma Dutra 3 Bairro da Luz (travessa da Rua 25 de janeiro)

Dia: 07 de Novembro de 2009 (sábado)

Horário: 14:00 horas.

Teatro grátis neste domingo

Neste domingo haverá encenação de alunos do 3º ano de artes do teatro da UNESP.
O GRUPO REVOLUÇÃO TEATRAL vai apresentar uma peça baseada em Brecht que é "Ópera dos Três Vinténs".


Adaptada para encenação em 40 minutos, essa peça traz para a nossa realidade o que Brecht procurava focar em seu texto. Assim criaram a "A ópera dos que não tem....voz!"
Corrupção, mídia, exploração do trabalhador, tráfico, polícia está tudo lá, usando o humor e a linguagem popular, em uma versão do grupo para a ópera dos Três Vinténs.
A peça já faz parte do repertório do grupo que vai apresentá-la dia 13 de novembro no Encontro de Teatro do Oprimido de Londrina.


ÓPERA DOS QUE NÃO TEM......VOZ!
Uma apropriação da periferia a partir da obra de Brecht: " A ópera dos três vinténs"
DOMINGO DIA 8 ÀS 19 h.
TEATRO DE CÊNICAS DA UNESP
ESTAÇÃO METRÔ BARRA FUNDA
(descer do lado contrário ao do Memorial da America Latina, atravessando a rua já é a UNESP.
GRÁTIS

(teatro do Oprimido)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Semana Internacional do Esporte pela Mudança Social movimenta o país

Importante evento, que acontece na primeira semana de novembro, irá mostrar os melhores exemplos mundiais de transformação social por meio do esporte. Estarão presentes empresas como Nike do Brasil, Unilever e J.Leiva, instituições e ONGs voltadas ao esporte, como o Sesc, ISCA e PNUD, além de atletas profissionais e personalidades – com destaque para Auma Obama, principal figura dos projetos esportivos e sociais da África

São Paulo, outubro de 2009 - A Semana Internacional do Esporte pela Mudança Social, um importante evento mundial que mostra o poder transformador do esporte nas causas sociais, acontecerá no Brasil pela primeira vez de 3 a 6 de novembro, em São Paulo. O evento é uma iniciativa da Rede Esporte Pela Mudança Social (REMS), Unilever, Sesc, J. Leiva, com a parceria estratégica do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil e da Nike do Brasil e apoio da International Sport and Culture Association (ISCA).

O evento tem como objetivo promover debates, divulgar metodologias e casos de sucesso de comunidades que utilizam o esporte para fomentar o desenvolvimento econômico e social. A Nike irá apresentar casos de sucesso da REMS ao redor do mundo e no Brasil. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, além de participar da discussão da REMS, promoverá um workshop sobre a promoção dos valores humanos vinculada ao esporte, com o propósito de fornecer um registro para o próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro 2009/2010, que terá como tema ‘Valores de Vida’. A Unilever fará um seminário inteiro de Redes e Sustentabilidade, de forma a mostrar a relação das empresas com a responsabilidade social. A J. Leiva estará presente na apresentação de diversos painéis sobre leis de incentivo ao esporte e políticas públicas de incentivo.

O encontro também contará com a presença de ONGs como Instituto Esporte & Educação (IEE, da ex-jogadora Seleção Brasileira de Vôlei Ana Moser), Bruno Sports & Marketing (do ex-técnico da Seleção Brasileira de Vôlei José Carlos Brunoro), Fundação Gol de Letra (dos ex-jogadores Raí e Leonardo), Instituto Bola pra Frente (do ex-jogador Bebeto e de Jorginho, coordenador técnico da Seleção Brasileira de Futebol), Instituto Joaquim Cruz, Instituto Dunga, entre outros.

É importante compartilhar o que está sendo feito com relação ao esporte em outros países e em todo o Brasil. Acreditamos que, ao promover um evento que debata o valor do esporte para a mudança social, principalmente na vida dos jovens, conseguiremos estimular os setores público, privado e sociedade civil a construírem, juntos, uma agenda nacional que promova o esporte para o desenvolvimento”, afirma Alice Gismonti, gerente da área de Negócios Sustentáveis e Inovação da Nike do Brasil.

“Para o PNUD, é fundamental participar do movimento nacional do esporte pela mudança social, principalmente para colaborar no despertar da sociedade, de governos e da iniciativa privada para o uso do esporte como instrumento de transformação social. A construção de uma agenda comum do esporte pela mudança social será um grande passo para promover ações intersetoriais rumo ao desenvolvimento humano e a redução da pobreza e das desigualdades no Brasil, especialmente com o advento da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos em solo brasileiros”, ressalta Claudia Valenzuela, analista de programas sociais do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD no Brasil.

"O evento vai ajudar a mostrar a importância do esporte educacional para promover a mudança social", afirma João Leiva, diretor da J.Leiva Cultura & Esporte. "E isso é fundamental para estimular as empresas e o poder público a investirem no setor com patrocínios, doações e ações diretas. Temos de aproveitar a visibilidade que o esporte terá nos próximos anos para estimular o esporte educacional", finaliza.

“Temos desde 1997 investido em ações e mobilizado parceiros e especialistas com o objetivo de ampliar o debate do esporte como ferramenta social. Iniciamos esse caminho com o Centro Rexona de Vôlei - a ação de responsabilidade social mais antiga da companhia. Esse projeto evoluiu e tornou-se um dos mais bem-sucedidos programas de esporte educacional do País se transformando, no último ano, no Programa Esporte Cidadão Unilever. Ao realizar agora a Semana Internacional do Esporte pela Mudança Social temos como objetivo agregar nossa experiência a dos novos parceiros, multiplicar as chances de tornar esta ação sustentável e levar vitalidade para o dia a dia das pessoas”, comenta Luiz Carlos Dutra, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Unilever.

“A Semana Internacional do Esporte pela Mudança Social reitera o nosso compromisso de tornar oportunos e acessíveis os espaços de reflexão e diálogo, de aprendizado de novas formas do fazer, e em acordo com os diversos temas que promovam a democratização do conhecimento e a difusão de modelos para o exercício coletivo da cidadania”, esclarece Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC SP.

O evento contará ainda com a participação especial de Auma Obama, diretora da REMS na África e coordenadora dos principais projetos de esporte pela mudança social no Quênia, seu país de origem. A programação completa do evento segue abaixo.

Programação – Semana Internacional do Esporte pela Mudança Social

Dia 03/11 – Terça-feira

13h – Credenciamento

14h às 18h00 – Feira de projetos de inclusão produtiva na cadeia do esporte

15h45 às 16h – Intervalo

14h às 19h – Oficina: Esporte e Valores - Insumos para o Relatório de Desenvolvimento Humano 2009/2010 do Brasil – REMS/ PNUD com Flávio Comim

17h30 às 19h – Oficina: Futebol de Rua – Uma nova visão de jogo. EPROCAD

20h – Apresentação da Semana: Ana Moser. Abertura Institucional SESC/SP, REMS, Nike do Brasil, PNUD , J. Leiva, e Unilever

20h30 – Conferência: Esporte pela Mudança Social. Com Auma Obama. Sport Social Change Network – SSCN East Africa

22h – Encerramento

Dia 04/11 – Quarta-feira

9h – Abertura – Apresentação IEE, Instituto Compartilhar, Unilever e REMS.

9h30 – Palestra: Inovação, Redes e Sustentabilidade. Com Ziba Cranmer. Laboratório de Inovação da Nike

10h45 – Intervalo

11h – Painel 1: Constituição de Parcerias. Unicef e Comunidade Cidadã. Mediação: IEE

13h – Almoço

14h – Painel 2: Operacionalização de redes. UP to Us (EUA) e representantes da Rede Esporte pela Mudança Social do Brasil, África do Sul e Quênia. Mediação: PNUD /REMS

15h30 - Intervalo

15h45 – Painel 3: Impacto de redes em políticas públicas. Movimento Nossa São Paulo e Caravana do Esporte. Mediação REMS.

17h15 – Palestra: Redes e programas intercontinentais de Esportes para todos. Internacional Sport and Culture Association – ISCA. Mediação: SESC SP

18h – Encerramento

Dia 05/11 – Quinta-feira

9h – Abertura REMS

9h30 – Painel 1: Lei de Incentivo ao Esporte – Estudos de Caso. Ana Moser (Instituto Esporte & Educação IEE) e José Carlos Brunoro (Bruno Sports & Marketing). Mediação: José Henrique Mariante (Folha de S. Paulo)

10h45 – Intervalo

11h – Painel 2: Lei de Incentivo ao Esporte: Governo e Políticas Públicas. Ricardo Capelli (Comissão de Lei de Incentivo ao Esporte) e Ângela Bernardes (Fundação Gol de Letra/ REMS) Mediação: João Leiva (J.Leiva e Cultura e Esporte)

13h – Almoço

14h – Painel 3: Lei de Incentivo ao Esporte – Como as empresas investem no Esporte. Francisco Bulhões (Grupo CCR) e Fundação Telefônica. Mediador: Luiz Antônio Prósperi (Esportes – Jornal da Tarde/ O Estado de S. Paulo)

15h45 – Intervalo

16h – Painel 4: Arcos Ocupacionais do Esporte - Ministério do Trabalho e Emprego

18h – Encerramento

Dia 06/11 – Sexta-feira

9h – Painel: Esporte e diversidade - Women Win (Amsterdam). Mediação: REMS

10h15 – Painel: Legado social de eventos esportivos e instalações sustentáveis. Homeless World Cup (Reino Unido) e Architecture for Humanity (Estados Unidos). Mediação: REMS.

11h15 – Intervalo

11h30 – Palestra: Mudança de paradigma – Atletas REMS falam sobre o Esporte para a Mudança Social.

12h – Apresentação do Manifesto

13h – Almoço

14h às 18h – Feira de projeto de inclusão produtiva na cadeia de esporte

14h – Oficina: Misturando Raquetes. SESC SP

14h – Assembléia: Definição coletiva da agenda global do Movimento Esporte pela Mudança Social

15h45 – Intervalo

16h – Oficina: Como elaborar um projeto para a Lei de Incentivo ao Esporte. J.Leiva

16h – Oficina: Craques X Crack. REMS e Movimento HipHop Organizado do Ceará

18h – Encerramento

* Sujeita a alterações

Para credenciamento de imprensa:

Envie e-mail com nome completo e RG dos profissionais até dia 02/11, para Danielle Brito – danielle.brito@agenciaideal.com

Informações para a imprensa

Agência Ideal – PABX: (11) 3035-2161 – www.agenciaideal.com.br

Danielle Brito – danielle.brito@agenciaideal.com.br

Direto: (11) 3035-2181 Cel.: (11) 8772-2197

Guto Francischini – guto@agenciaideal.com.br

Direto: (11) 3035-2161

Eduardo Vieira – eduvieria@agenciaideal.com.br

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

OCAS - Organização Civil de Ação Social e a revista OCAS”

Uma história de amor ao próximo

A idéia
Luciano Rocco voltou da Inglaterra, em 1996, com a idéia fixa de fazer uma publicação nos moldes da “The Big Issue”, que conheceu em Londres.

Rio de Janeiro e São Paulo
Enquanto Rocco articulava o projeto da revista no Rio de Janeiro, buscando apoio e voluntários para aderir ao trabalho, em 1998 em São Paulo, os editores do jornal “O Trecheiro”, liderados pelo fotógrafo e jornalista Alderon Costa, eram contatados por representantes da revista italiana “Terre di Mezzo”, a fim de apoiarem uma publicação brasileira para ser comercializada nas ruas pelos sem teto.

O encontro
Após um contato feito em outubro de 1999, a International Network of Street Papers (INSP) interagiu e colocou os grupos do Rio de Janeiro e de São Paulo em contato.

Enfim a OCAS – Organização Civil de Ação Social
Depois de muitas reuniões na sede da Rede Rua, em São Paulo, com idas e vindas de Rocco, do Rio de Janeiro, com a presença de Alderon Costa e outros profissionais de diversas áreas de atuação, inclusive da jornalista Denise Mota, foi criada, em 21 de abril de 2001, a Organização Civil de Ação Social - OCAS.

A ação
Após tantas discussões e o lançamento da revista “Hecho” em Buenos Aires, esse grupo partiu para a ação e lançou a revista Ocas” em 6 de julho de 2002 em São Paulo e em 8 de julho, no Rio de Janeiro, que até hoje é produzida por voluntários e vendida por pessoas em situação de risco social.

OCAS OU Ocas”?
A diferença de grafia é justamente para identificar a Organização Civil de Ação Social, doravante denominada de OCAS e a revista que é a Ocas”.

O carro-chefe: a revista Ocas” e seu ideal
Além de ser um produto gerador de renda, nos moldes de outros que já faziam sucesso em outros países, a revista Ocas” tem como objetivo intrínseco aproximar o vendedor da sociedade, pois durante a venda ele apresenta ao comprador o que é o projeto e faz um resumo sobre o conteúdo da revista, rompendo barreiras que os impediam de se aproximar de outros seres, tão humanos quanto eles.

Apoio social
Para resgatar talentos esquecidos, esmaecer lembranças tristes, apagar momentos ruins, a OCAS mantém, através de voluntários e parcerias, outros programas:

psicodrama - cujas sessões acontecem sob a orientação da psicóloga Maria Alice Vassimon, que já gerou até o livro “Terapia de Todos Nós – Vida e Rua”;

terapia ocupacional - denominado Projeto Metuia, coordenado pelas terapeutas ocupacionais Débora Galvani e Talita Vecchia, com a colaboração de alunos da USP;

oficina de criação - quando voluntários de áreas profissionais diversificadas orientam os vendedores a criarem textos, fazerem fotos e outras atividades artísticas, que dão origem à editoria “cabeça sem teto”, publicada na revista;

projeto esportivo - ocorre anualmente, desde 2003, a Homeless World Cup, que busca no poder dos esportes, e particularmente do futebol, a oportunidade de colocar em discussão questões como pobreza e a falta de moradia ao redor do mundo. Além disso, a integração social através dos esportes vem se tornando uma estratégia de sucesso em muitos países do mundo, afinal, a paixão pelo futebol tem uma habilidade única de unir e de romper barreiras sociais. O Brasil, representado pela equipe da OCAS, participa desses eventos e nesse ano convidou entidades sociais de diversas regiões de São Paulo, que utilizam o futebol como meio de transformação social e acolhem rapazes entre 16 a 20 anos no projeto. A 6ª Copa do Mundo do Futebol de Rua ocorreu em Melbourne, Austrália, em Dezembro de 2008 e a equipe brasileira formada pela OCAS foi preparada pelo técnico Flávio Fernandes Rodrigues, conhecido como Pupo e classificou-se em 7º lugar, tendo concorrido com equipes de 56 países. Em 2009, a seleção brasileira chega ao 3º lugar e novamente um dos nossos, o Rafinha, é eleito o melhor jogador da copa.
Mais informações em www.homelessworldcup.org

Outros ideais
A Organização conta com a atuação de voluntários para articular parcerias com entidades, empresas e órgãos públicos, para o desenvolvimento de outras atividades, com a finalidade de fortalecer a inserção social e ainda viabilizar, aos participantes do projeto, uma nova profissão, novos conhecimentos, o acesso a serviços como saúde, educação, habitação e outros.

Sonho
Enfim, o sonho de todos os voluntários oquenses é dar trabalho levando cultura à população, e, para manutenção do projeto, todos se unem na divulgação do trabalho da OCAS, que não se compromete em ser assistencialista, mas sim um veículo que colabora na transformação da vida de seus beneficiários.

Perfil dos beneficiários do projeto
A OCAS abriu o projeto para abranger um número maior de beneficiários, porque não só os que já estão em situação de rua ou albergados precisam de apoio, mas todos aqueles que estão em situação de risco social, seja porque perderam o emprego e não têm profissão ou para egressos do sistema penitenciário e outras situações alarmantes como essas.

Futuro
Nós oquenses sonhamos em aumentar os programas de apoio, voltar a publicar a revista mensalmente e continuar colaborando para que mais pessoas retomem suas vidas de forma digna.

Ocas” - a revista
A revista Ocas” é um veículo de comunicação que além de gerar renda para os vendedores, tornou-se um canal para a disseminação de culturas diversificadas e de livre manifestação sobre os problemas advindos dessa situação.

A venda
Quando o vendedor passa pelo processo de inserção no projeto da OCAS, ele recebe as primeiras 10 revistas sem custo. Após vender esses 10 exemplares, ele retorna e passa a adquirir a revista por R$ 1 e comercializar por R$ 3, que lhes rende, portanto, R$ 2 a cada exemplar vendido. E, caso não consiga vender os exemplares que adquiriu, poderá trocar por quantidade igual de edições novas, sem nenhum custo.

O retorno para a Organização
O valor que retorna para a OCAS é aplicado na manutenção da estrutura: impressão da revista, pagamento de contas de água, luz, telefone etc.

Cadastro dos vendedores e início das vendas
Eles são cadastrados diariamente nas sedes da OCAS, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O critério é querer participar do projeto e seguir o código de conduta que rege a organização, o qual é publicado em todas as edições da revista Ocas”. O candidato a vendedor, recebe apoio de alguém da equipe de voluntários ou vendedores, nos primeiros contatos para vender a revista aos leitores, caso não se sinta apto a iniciar sozinho.

Código de Conduta
Este código foi elaborado para facilitar o sucesso de nossos vendedores. Quando há reclamações sobre o comportamento, o primeiro passo do membro responsável da equipe de voluntários é conversar com o vendedor para verificar o que houve, tentar ajudar ou advertir, mas se houver reincidência, o vendedor é afastado do projeto. Seguem as regras, as quais são informadas a todos logo que entram no projeto:
1. Se for usada linguagem racista, sexista ou ofensiva com: o público em geral, a equipe da Organização Civil de Ação Social ou as instituições parceiras;
2. Se houver comportamento agressivo ou violento contra o público ou qualquer integrante da organização ou instituição parceira;
3. Se o vendedor oferecer Ocas” bêbado ou sob influência de drogas ilícitas;
4. Se o vendedor brigar por ponto de venda com outros vendedores da revista ou com outras pessoas que ganham a vida nas ruas;
5. Se pedir qualquer tipo de doação enquanto usa o crachá de identificação da Ocas”;
6. Se usar o nome da Organização Civil de Ação Social ou da revista para pedir qualquer coisa ao público;
7. Se vender edições atrasadas da Ocas” sem informar ao leitor;
8. Se pedir um valor superior ao preço estipulado na capa da revista;
9. Se estiver acompanhado de criança durante a venda da publicação;
10. Se oferecer outros produtos ou serviços que não a venda da Ocas” enquanto estiver identificado como integrante deste projeto. Os vendedores identificados com o equipamento da Organização (crachá, colete, camiseta etc.) são orientados a vender exclusivamente a revista.
IMPORTANTE:
Solicitamos que quaisquer ocorrências sejam comunicadas à Organização Civil de Ação Social via e-mail: ocas@ocas.org.br ou fone: (11) 3208-6169.

Verba
Dinheiro? Sempre falta. Não recebemos incentivos governamentais. Mas os voluntários correm atrás de anunciantes, patrocínio, doações, parcerias e qualquer forma que possa colaborar para levar os projetos adiante.

Resultados obtidos
Ao longo desses sete anos que a revista Ocas” é vendida pelas ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro, os voluntários já puderam contar muitas histórias de alegria, porque muitos que entraram como vendedores no projeto, saíram das ruas, ou estão em situação de albergados, mas mantém-se financeiramente vendendo a Ocas” ou já têm condições de alugar um lugar para chamar de lar. Outros arrumaram emprego e é esse o objetivo do projeto OCAS, ser apenas uma passagem na vida dessas pessoas. Há também histórias tristes, já que alguns não conseguem se adaptar a tarefa de ser vendedor, mas os voluntários da OCAS não desistem, porque muitos outros cidadãos brasileiros podem perder a chance de mudar de vida com seu próprio esforço e o apoio da OCAS.

Se você quer ser mais um parceiro, contribuindo para uma sociedade justa, democrática e participativa, entre em contato conosco, pois os projetos da OCAS são alternativas concretas contra as injustiças sociais.


Yara Verônica Ferreira
Assessora de Comunicação Institucional
yara_veronica@yahoo.com.br
Cel.: (11) 9436-9440

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"Natal Solidário -2009" ajude a organizar

Olá Pessoal,

O Movimento Nacional da População de Rua - Comissão - SP

convida a todos (as) parceiros, amigos, colaboradores e quem puder e quiser apoiar para:



2º Reunião de Organização do “VI Natal Solidário da População em Situação de Rua” - São Paulo



Dia:28 de Outubro de 2009 (quarta-feira)

Horário: 15:30 horas

Endereço: Rua dos Carmelitas, 140 - atrás do Poupa Tempo da Sé.

Venha Apoiar e Organizar o "Natal Solidário -2009 "

Sua Presença é Muito Importante!

Anderson Lopes Miranda
Movimento Nacional da População de Rua-SP
11 7603-8719 OU 7551-3218
11 2111-1864 comercial